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João Luís Barreto Guimarães, O gato não quer movimento/Il gatto non vuole movimento

O gato não quer movimento

Longas tardes passa o gato espojado
a meditar (de quem é o gato o espectro
cabe ao gato
revelar). A manhã inteira ocupado a
anular movimentos
(uma folhinha pelo chão
a teimosia do vento) coisas
que façam barulhos ou se movam insistentes:
no seu território
não.
Ruínas a toda a volta. Silêncio
dentro do silêncio. O
próprio tempo parado para
dar o exemplo.

Il gatto non vuole movimento

Lunghi pomeriggi passa il gatto disteso
a meditare (di chi è il gatto lo spettro
spetta al gatto
rivelare). L’intera mattinata intento ad
annullare movimenti
(una foglietta per terra
l’ostinazione del vento) cose
rumorose o che si muovano insistenti:
nel suo territorio
no.
Rovine tutt’intorno. Silenzio
dentro il silenzio. Il
tempo stesso fermo per
dare l’esempio.

 

João Luís Barreto Guimarães, da Mediterraneo, Edizioni Erasmo 2018.
Traduzione di António Fournier e Alessandro Granata Seixas

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