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João Luís Barreto Guimarães, Os corvos em Birkenau/I corvi a Birkenau

 

Os corvos em Birkenau

 

Let the grass grow over our footprints
Czesław Miłosz

I am the grass.
Let me work.
Carl Sandburg

 

Os
vagões que aqui chegavam
partiram para outros lugares. O madeiro dos barracos
(onde os mantinham à espera)
não resistiu às estações. Nenhuma
coluna de cinza os leva (em nuvem) pelo ar.
Não há odor a queimado (nem
gritos sob o silêncio) na plataforma puída
ninguém
aparta ninguém. As
próprias câmaras de gás (hoje
um monte de ruínas) podiam passar a ideia de
que nada se passou. Mas eles
já vestem de negro para não deixar esquecer.
Sobre a erva que renasce (e faz
por cobrir o passado) os corvos velam a morte
colhendo provas de vida
(restos de biologia:)
sementes
vergonha
aqua lacrimae.

 

 

 

I corvi a Birkenau

 

Let the grass grow over our footprints
Czesław Miłosz

I am the grass.
Let me work.
Carl Sandburg

 

I
vagoni che qui arrivavano
sono partiti per altri luoghi. Il legno delle baracche
(dove li tenevano in attesa)
non ha resistito alle stagioni. Nessuna
colonna di cenere li porta (in nubi) nell’aria.
Non c’è odore di bruciato (né
grida sotto il silenzio) sulla piattaforma consunta
nessuno
separa nessuno. Le
camere a gas stesse (oggi
mucchio di rovine) potrebbero dare l’idea che
nulla sia successo. Ma loro
ancora vestono di nero per far sì che non si scordi.
Sull’erba che rinasce (e fa
per coprire il passato) i covi vegliano la morte
raccogliendo prove di vita
(resti di biologia:)
sementi
vergogna
aqua lacrimae.

 

 

João Luís Barreto Guimarães, Nomade
In preparazione per Edizioni Kolibris
cover joao

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